segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Amar

Amar, para poder viver,
Para se dissipar o sem sentido de se viver por viver.
Amar por quê?
Para não adoecer, para que, ao final; possa-se dizer:
Valeu a pena, por que amar é crer.
Por que amar?
Para não se entristecer,
Para não se perder a alegria de viver.
Amar por quê?
Para poder perdoar e esquecer,
Para voltar a sorrir, para lutar e vencer.
Por que?
Para se conhecer a Deus, nosso primeiro amor, Nosso maior amor, nosso Grande amor,
Acima de todo amor, origem de todo amor.


A.D.

domingo, 29 de agosto de 2010

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA.

O coração anda no compasso que pode. Amores não sabem esperar o dia amanhecer. O exemplo é simples. O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono. A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem. Joelhos esfolados são representações das dores do mundo. A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos. O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções. São as regras da vida. E o melhor é obedecê-las.
Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo. O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer. São exercícios simples...
Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você. É sensato pensar assim. Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.
Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar.
Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que que escolhemos dizer.
É simples...

Padre Fábio de Melo

Segredos

Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei..
.Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...

Frejat

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ando tão a flor da pele

Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de nem ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!

Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você
Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!

[Zeca baleiro *-*]
E em um instante tudo muda.

Esquecemos o passado e vamos em direção ao desconhecido.Nosso futuro.

Vamos para lugares distantes para tentar nos encontrar ou tentamos nos perder,explorando prazeres perto de casa.

O problema começa quando nos recusamos a mudar e voltamos aos velhos hábitos.

Mas se segurar-se muito no passado,o futuro pode nunca chegar.

[G.G. - 3.22]

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Baby,as palavras estão mudas
As conversas tão vazias
As explicações são vagas
Só eu sei como eu queria falar do meu amor
Abertamente sim, ir até o fim
Só eu conheço a dor de não acreditar
Que mereço ser feliz

Como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
Mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?"

J&M
' Eu já não sei mais o que faço com meu coração
eu não tenho mais o controle da situação
todo caminho que eu sigo me leva a você

E quanto mais tento fugir, eu me aproximo mais
não tem mais jeito, já se foi, razão ficou pra traz.
Eu já não sigo meus instintos, medo de sofrer.

E se eu me entregar, será que vai rolar?
Sou doente apaixonado, e ela tem razão
Se for pra ser assim, eu vou cuidar de mim
eu penso em desistir e ela diz que não..

Meu coração apaixonado, atormentado em dores
Procura entre os outros o inventor dos amores
Espero que essa paixão nunca me deixe mal

Eu quero te amar, e também quero ser amado
Desejo ser o seu amor, e não o seu escravo
Espero que essa paixão não tenha ponto final,
Se não ADEUS, tchau tchau

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

é porque eu tava falando alto.

A, teu ar de ciúme.
Já havia me esquecido o gosto que tinha
E se não me lembrava, também, se gostava ou não
Hoje digo com certeza que detesto.
Mas não se sabe de onde veio essa tua moral
Sabemos com clareza por onde ela ficou
E que certamente nunca mais a terá.
Não era nada disso então o que era?
É porque em uma mesa de truco, só há um que grita
Numa discussão, só um levanta a voz
Só eu quem gritava naquele momento
Então pra quem mais seria aquela frase
Dita e mal pensada, diria cuspida.
Nada, trás você de volta pra mim
E também nunca houve algo que me deixasse ser sua.
Pra que ainda quer alívio?
Alívio do que? nada deve pesar tanto do que nada nesse momento.

Efervescências

Acordar ao seu lado, esse eterno amanhecer por dentro, um sol interno tão aceso, essa alegria gratuita. E existe algo em nós que é tão recíproco cúmplice e intenso. Dos nossos olhares que dizem tanto sobre tudo silenciosamente. Um movimento de corpo que é tão ao encontro o tempo todo. Da compreensão e paciência a que nos dedicamos diariamente. E o amor que permeia tanta poesia, e a poesia que se entrega inteira pras palavras que querem dizer do abraço. Seu corpo tão moldado ao meu, natureza líquida de água e jarro. Você me conduzindo à fonte de todas as coisas, lá onde o desejo se origina. E nada míngua com o passar do tempo e mesmo acreditando não ter mais espaço, cresce, flui, se imensa clareando o que era escuro e frio.Cada vez mais e mais eu preciso dizer do amor. Dessa ternura delicada. Cada vez mais o amor sendo a melhor experiência. Cada vez mais eu percebendo que se nada no mundo é definitivo, nossa história eu sei perene. Uma primavera inaugurada a cada dia. E mesmo que nada possa ser eterno, mesmo que o “pra sempre” não exista, eu sei que vou seguir te amando, pelo menos, pelos próximos 99 invernos.

(E se ainda eu não consigo explicar você pra mim, eu simplesmente aceito e agradeço.)

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Marla de Queiroz