quarta-feira, 12 de maio de 2010
'' (Eu to mexendo nos papéis velhos e nas nossas incompletudes). Escrevi sobre tuas mãos no dia em que os esmalte vermelho descascado parecia gotas de sangue seco em tuas unhas. Você estava triste e, no entanto, sorria: Nunca vi tanta amargura revelada num sorriso'. (Achei naquelas folhas do caderno abandonado a história áspera de um amor que chegara trazendo angústias; a visão de uma primavera, toda ela, de flores mortas. Achei o cartão postal, o poema rabiscado em cima da perna em um pedaço de guardanapo engordurado) [...].Os discos espalhados pela sala (uma frase de Drummond naquela foto antiga, a letra ilegível, a frase indecifrável).O sangue seco nas tuas unhas (tanta amargura naquela carta. A primavera de folhas secas e flores mortas). E, no entanto, você falava de amor... Tonta, trêmula e ausente, segurando as coisas com força, em meio aquele abandono. No teu SORRISO. Tudo tão FRÁGIL. [Marla de Queiroz].
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